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sábado, 4 de junho de 2011

Um tesouro perdido na Serra do Mar...




Gostei muito desse documentário sobre a vila inglesa de Paranapiacaba. Minha infância foi passada na Usina da Light, em Cubatão (1949 a 1960).

Muitas vezes, em finais de semana, visitamos amigos que trabalhavam para a ferrovia, e ali passávamos o dia. Muitas vezes íamos nos banhar e fazer pic-nic em cachoeiras lindíssimas. Minha mãe gostava muito daqueles passeios.

À tarde, com a chegada do tradicional "fog" local, voltávamos no último trem de passageiros para Cubatão. Durante a viagem de mais ou menos 45 minutos, nos deliciávamos observando as matas, a vegetação exuberante, as cachoeiras, as aves, os sons e as muitas belezasa da Serra do Mar.

O sistema funicular era um espetáculo de engenharia no meio da incrível beleza natural que nos cercava! Era uma prova viva de que uma obra de importância sócio econômica pode ser realizada sem desequilibrar o sistema ecológico.

Realmente é lastinável que não tenha sido possível preservar melhor essas maravilha debruçada no topo da Serra do Mar.

Viajei no Cometa e gostei muito de recordar o silvo dos apitos anunciando a partida eminente da composição, os sons da caldeira a vapor, das rodas agarrando o aço dos trilhos, o ranger dos dormentes suportando o descomunal peso, o balanço suave da cabine de passageiros...!

Bon voyage... e feliz final de semana!

Cordial abraço,

Kleber Siqueira










Kleber Siqueira
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quinta-feira, 23 de abril de 2009

SÃO PAULO LIGHT















No meu casamento com Ione, em 10.10.1948, fomos homenageados pelos meus colegas da Usina de Cubatão, com um presente lindo, um carrinho de chá, todo metálico e dourado, com duas mesas em espelho bisotè. Este cartão, confeccionado pelo desenhista da Usina, meu saudoso amigo, o francês, Monsieur Lajoux, como se vê, foi um verdadeiro artista.


Casa no. 2 da Av. Principal, na esquina junto ao parque infantil, onde vivi a maioria do tempo que residi na Usina. Uma casa muito confortável, com um pomar no quintal, piscina, playgroung, casa miniatura para crianças, caramanchão, estufa para plantas e uma edícula para galinheiro. Foi um período inesquecível.



Confraternização de fim de ano do alto escalão. Destaque ao fundo do Dr. Marinho Lutz, Presidente, Dr. Freitas, Chefe do Departamento Elétrico, Eu e o Milton Faria, ambos da Usina de Cubatão.

Época em que estive dirigindo as Usinas Elevatórias, em São Paulo, em 1960.

Travessia de balsa, em São João Basso, para Itaquaquecetuba, mantida pela Light. Destaque para a balsa.

Usina de Cubatão. Estou fazendo uma exposição sobre uma roda Pelton aos visitantes, Oficias do Exército cursando a Escola Superior de Guerra (ESG).

Usina de Cubatão, em 1947. Salvador e Eu.

Usina de Cubatão, em 1947. Salvador Louzada, Lauro Rupp, Eu e Quezada.


Nota: Francisco Melo Siqueira, engenheiro politécnico formado no Instituto Eletrotécnico de Itajubá (atual EFEI), trabalhou na Light & Power Co., a partir de 1946, como engenheiro de Manutenção Mecânica na Usina Hidroelétrica do Cubatão, atual UHE Henry Borden, de propriedade da EMAE (clique no link para um tour virtual).
Essa usina, à época, era a mais importante geradora de energia elétrica do hemisfério sul e foi responsável pela industrialização de São Paulo e supriu as necessidades do Polo Industrial de Cubatão que se instalou a partir dos anos 1960.
Em 1962, foi convidado à trabalhar na COSIPA, onde foi diretor de obras e montagens na primeira fase (500 mil toneladas de chapas planas ano) de implantação da nova planta siderúrgica integrada.
Ao término dessa etapa foi transferido para a área industrial onde implantou o Departamento de Manutenção e o Departamento de Engenharia Industrial.
Em 1978, aposentou-se na Cosipa onde servia como Superintendente de Engenharia e Serviços Técnicos, iniciando uma nova etapa onde passou a atuar como consultor.