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domingo, 9 de outubro de 2011

REVERENDO CALVINO BATISTA PEREIRA


O Rev. Calvino é o primeiro à esquerda

Na minha distante juventude,
nos idos da década de quarenta,
já tão distante, em anos, mais de sessenta,
vivia eu em Itajubá, na sua bela quietude.
Morei com vários colegas como inquilino
do Samuel Moura, professor respeitável.
Dentre seus familiares havia um garoto amável,
cujo primeiro nome era Calvino.

Relembro de alguns fatos dessa querida cidade.
Na Rua Nova ficava a pensão, justo na beira,
ás margens do ribeirão Zé Pereira.
Desses fatos evoco com muita saudade.
Perdi de vista o tal menino.
Depois que muitos anos foram passados,
eu e ele nos tornamos concunhados.
Obra de Deus, que o vulgo chama de destino.

Com minha saudosa esposa Ione eu já estava casado,
quando o saudoso menino, já homem feito,
contraiu núpcias com Ruth, irmã de mesmo leito.
Conheceram-se na Igreja, onde seu casamento foi realizado.
Com cinco filhos, formaram uma família numerosa.
No plantel do time de futebol da Igreja,
Ele e seus quatro filhos faziam parte da peleja.
Só não participava a Suely, glamorosa.

O menino se tornou um homem de Deus.
O Reverendo Calvino Batista Pereira, um expoente,
da Igreja Presbiteriana e da Independente.
Pastoreou várias igrejas nos ministérios seus.
Estreitamos nossa amizade
em Jacutinga, quando eu, aposentado
e o saudoso Reverendo, jubilado.
Ocasião que conheci melhor sua personalidade.

Grande orador, pregava na Escola Dominical,
entremeando sua oração com pegadinhas,
arrancando risos dos fieis nas suas entrelinhas.
Mas encarnava o pastor tradicional.
Nessas ocasiões o pessoal trajava
a vontade, roupas esportivas.
Mas o Reverendo se apresentava aos convivas
Impecável. De terno preto. Como costumava.

Os fiéis idosos da Igreja
reuniam-se num Grupo de Oração,
liderados pelo Reverendo na sua oblação,
na residência de um deles, independente do qual seja.
Para mim essas reuniões duraram pouco.
Foram sete anos apenas,
Que desfrutei dessas religiosas cenas,
que hoje não passam de um estado mouco.

Homenageio esse homem religioso,
que foi o meu concunhado e amigo.
Na certeza de que Calvino desfruta do abrigo
eterno na presença de Jesus Cristo Glorioso.


Francisco Mello Siqueira

Francisco Mello Siqueira
Santos, 08 de Outubro de 2011

sábado, 18 de dezembro de 2010

CONTRASTES















Despertado pela gritaria das crianças,
naquele longínquo domingo, depois do almoço,
ainda meio zonzo daquele alvoroço,
cheguei á janela do quarto.

A de frente para o pomar.
Em pleno verão na Santa Clara.
Olhei para baixo e vi
uma imagem linda e rara.
Sob o zimbro do aramado do maracujá,
vi uma rolinha os seus ovinhos aninhar.

Voltei-me e fui para a outra janela.
A que dá para a piscina, para uma espiadela.
Vi as crianças nos seus folguedos.
No corre-corre, gritando, nos seus brinquedos.
A marronzinha, determinada,
na choca de onze dias, seus ovinhos a esquentar.
As crianças, nos folguedos sem parar.
A rolinha, pelo instinto maternal,
Contribuindo para a raça perpetuar.
As crianças, nessa idade de inocência angelical.

Francisco Mello Siqueira

Francisco Mello Siqueira
Santos, 15 de Dezembro de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

O PARAQUEDISTA

Nos idos de oitenta inclui na minha agenda

A realização de um desejo:

A reforma da sede da Fazenda.

Prioritária, iniciei à época o ensejo.


Apesar de aposentado,

Ia à Fazenda em todos os fins de semana.

Ainda trabalhava como contratado.

Estava levando uma vida agitada, cigana.


Numa manhã de domingo festivo,

O estádio municipal estava superlotado.

Com muito estardalhaço para o tal motivo,

O alto falante estava desenfreado.


Estacionei o carro, surpreendido e admirado,

A um salto de pára-quedas assisti.

Um salto do tipo retardado,

O mais belo que até hoje vi.


À tarde, fui ao Centro Telefônico da cidade.

Muita gente aguardando a vez. Alguém saia da cabina.

Era o Cônego Vieira, o Pároco da comunidade.

Na sua indefectível e elegante batina.


Ele vem ao meu encontro e na sua voz de contralto,

Como sempre, alegre, cordial e solicito,

Deu-me os parabéns pelo salto,

Deixando-me deveras atônito.


O Cônego Sebastião Carvalho Vieira, além de líder religioso,

Empenhava-se em muitas obras seculares:

Educação, Cultura, Artes, Casa Criança e Gazeta, o jornal noticioso.

Foi um pioneiro na construção de casas populares.


- Seu Cônego, não me cabe parabéns pelo acontecido.

- Mas me disseram que foi o filho do Seu Banico!

Banico era como meu pai era conhecido.

- Não seu Cônego. Foi o Silas, filho do Seu Bandico.



-Ah, que confusão! Mas quem é esse bendito?

-Ele não é do seu tempo aqui. A ele adianto.

- Hildebrando Soares, foi dono do Cartório. Adito.

-Ele mudou-se para São Paulo há anos e tanto.


Fomos contemporâneos, Silas e eu,

No Julio Brandão, o saudoso Grupo Escolar.

Nos áureos tempos do Seu Alfeu,

Que discorria sobre Moral e Ética, para nos ensinar.


Migramos, a procura de oportunidade.

Seja para estudar ou trabalhar.

Tivemos que deixar Jacutinga, a nossa cidade.

Para a nossa independência conquistar.


Ainda jovem, perdi o Silas de vista.

Fui para Santos, onde moro desde então.

Silas para São Paulo, onde se tornou exímio pára-quedista.

Atividade que jamais faria. Tenho medo de avião.


Francisco Mello Siqueira

Francisco Mello Siqueira
Santos, 11 de Maio de 2010



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Vamos tomar um cafézinho juntos?

Momentos muito agradáveis que passei com papai. Santos - 2008


"O único modo para ter um amigo é ser um amigo".
Ralph Waldo Emerson






Dias atrás recebi um e-mail com uma mensagem nos despertando para a importancia de reservar um tempo para cultivar as nossas amizades. Passamos horas e horas fazendo as mais diversas coisas, especialmente aquelas que precisamos e gostamos. Estranho ou não, muitas vezes esquecemos de algo muito valioso: os nossos amigos!

Resolvi então olhar o assunto um pouco mais de perto. E, claro, trocar uma idéia com você, meu amigo...

Falo por mim, já vou deixando logo claro. Mas se você concordar e até acrescentar, será melhor ainda.

Dentre as que gostamos, algumas delas temos dificuldade de realizar. Por exemplo, mandar um e-mail especialmente escrito para um amigo é tarefa fácil.

Ou melhor, é e não é!

Quero dizer...

...depende!

Se for um simples repassar de e-mail é fácil. Apenas eliminar endereços anteriores e selecionar para quem irá ser encaminhado como cc (cópia oculta...)

Agora escrever um texto especial é um pouco mais dificil. Requer um motivo pois, na maioria das vezes, só o "simples motivo" de cultivar a amizade não é assim tão "motivador"...

Hummm...

Ah, já sei! Aniversários! É isso!!!

Caramba, pensando melhor sabe que não sei as datas de aniversário da maioria dos meus amigos (xiii, nem mesmo dos parentes mais próximos...)!

Bem, a vida é tão corrida, sabe como é, né? Montar uma agenda não é assim tão simples...

Não tem nada não...! Resolvido... Na próxima virada de ano uma das minhas "metas pessoais" - melhor ainda, uma das minhas prioridades 0 (será que pode existir tantas prioridades zero...?) - será começar um tremendo agendamento. Todos os aniversários devidamente inseridos no calendário do Google ou no do Yahoo ou quem sabe no meu futuro i-Phone 5G! (este meu atual 3G já está um tanto quanto superado...)

Ta bem, va lá, que seja...

Pode ser na minha agendinha de bolso ou de mesa mesmo!

OK. Pensando bem, para superara a "dificuldade de escrever alguma coisa específica" (esta lingua portuguesa é trabalhosa demais...) quem sabe telefonar para bater um papo com um amigo de vez em quando acho que será mais fácil...

Não precisarei nem da tal agenda.

Mas, tem um probleminha: qual o melhor horário e o preço do minuto não está biscoito não... Cara, pensa bem, alguns amigos são DDD e outros até mesmo DDI! Não é biscoito não! É orçamento em época de crise!

Bom, de qualquer modo é apenas uma questão de escolher o como. Claro, que um pouco de organização é FUNDAMENTAL!

Visitar? Em pessoa?! Ir na casa...? Tá falando dos locais, né? Esquece os DDD e os DDI.

Aí fica realmente bem mais dificil. A logistica, o dia, o horário, agenda apertada, trânsito, curso noturno (especialização e pós são obrigação!)...

Esta vida moderna é fogo!

Aí, nestas alturas, você pode estar pensando, e a tal mensagem que despertou todo este blá, blá, blá? Onde está? E o convite para o tal cafézinho?

Bem, então aí vai ela (a tal mensagem):

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.

Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.

O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.

O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:

"Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos.

São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc...

A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
O mesmo ocorre em nossas vidas.

Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.

Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar.

O resto é apenas areia."


Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.

O professor respondeu:

"que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo".


Finalizando esta prosa...

Meu querido amigo, desculpe-me pela minha ausência e falta de contato. Aceite o meu abraço e tenha um excelente e abençoado dia.

Se possível , programe-se para escrever um e-mail para um amigo, telefonar para outro, visitar os que estiverem mais próximos (especialmente os idosos e os enfermos) e, mais importante,

ore por todos êles!

Estarei aguardando com muita emoção o dia em que novamente poderemos tomar um cafezinho juntos, após um delicioso almoço ou jantar e celebrar mais uma vez a nossa amizade.

Meu abraço afetuoso para você, meu especial amigo,


Com meu filho Klebinho. Brasília 2008

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

HELIOTRÓPIO

Heliotrópio

Se no tempo voltarmos muito,

Até aos idos de minha meninice,

Gratas lembranças surgem em minha mente.

Coisa esquecida, como se não existisse,

Que desejo reviver com prazer e intuito.


Na antiga casa de meus pais,

Anos depois, a sete sete meia

Da rua Américo Prado,

Minha mente rebusca e clareia

Bela arvorezinha, não esquecida jamais


Na saída da porta da cozinha,

Do lado direito, junto ao muro,

Florescia perfumado arbusto,

Engalanado do mais belo apuro,

Enriquecendo a bela arvorezinha.


De estilo particular e próprio,

A flor formava um cacho pleno,

Cônico, de cor roxa e de bico para baixo.

Bem proporcionado, um cacho pequeno.

Rara flor que conheci como Heliotrópio.




Francisco Mello Siqueira

Santos 28 de Dezembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Visita da BisaTia Lygia










Giovanna sendo apresentada para a Tia Lygia.

domingo, 15 de novembro de 2009

Homenagem ao Vovô Banico







Foi com muita alegria que no dia 11/11/2009, compareci juntamente com minha família na cerimônia de abertura da VIII Semana Cultural de Jacutinga.

Evento cuja temática foi "As lembranças de Jacutinga através da cultura". Dentro deste contexto, vários personagens de nossa história local, foram homenageados com exposições, canções, e apresentações realizadas pelos colégios e escolas da cidade.

Dentre as personagens homenageadas, encontrava-se meu saudoso e querido avô Banico. Foi com muita alegria e honra, e um sentimento muito gratificante que pude sentir por fazer parte da Família Siqueira, quando assisti à homenagem ao meu saudoso avô "Banico", o cirurgião dentista, agraicultor e político Dr. Urbano Lopes Siqueira.

Nessa oportunidade, foram lembradas as suas contribuições para nossa Jacutinga, como bom e atuante cidadão que foi, onde até hoje é lembrado por muitos, inclusive, existindo na cidade uma creche que leva o seu nome.

Posso dizer não só por mim, mas por todos os membros de nossa família, que este foi um feito de grande orgulho.

Quero e devo deixar registrado, que todas essas lembranças, enriquecem a nossas almas.

Sua neta Keila Toledo Siqueira e Silveira