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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MEU ANIVERSÁRIO DE 91 ANOS

Neste mês de setembro,
Mês de meu aniversário,
Dou graças a Deus e sempre relembro
Durante o meu devocionário.
Em dois mil e onze, neste ano,
Noventa e um eu completo.
Até porque sou virginiano.
Recebi do Altíssimo e sigo o trajeto.



Afora as deficiências próprias da idade,
Nada tenho de mais grave.
Nenhuma ou qualquer enfermidade.
Nada mesmo que me entrave.

Longe dos filhos, difícil é o contato.
Cada qual morando em diferente cidade.
Mas da Internet faço uso do aparato,
Para matar a saudade.



Vivo contente em Santos,
Num apartamento aconchegante,
Nessa cidade de muitos encantos,
Com Gilda minha amada esposa, tolerante.
Ela é o amor de minha velhice.
Cuida de mim com carinho,
Com extraordinária meiguice.

Há muito cortei os atos sociais,
Depois de levar tombo em festiva reunião.
Sair à noite então, jamais.
Pela diminuição da minha visão.
Com isso perdi preciosos contatos,
De amigos, parentes e confrades de agremiações.
Aproveito o ensejo para justificar meus atos,
E apresentar-lhes minhas congratulações.

Apesar disso levo a vida ocupada.
E digo aos meus amigos coevos
Que não troco ela por nada.
Sou de uma família de longevos.
A minha esperança é viver muito mais.




Assim foram os excelentes e inesquecíveis momentos que juntos passamos nesse chuvoso mas muito agradável dia 14 de Setembro de 2011. Aos nossos queridos ausentes, todos por motivos de força maior e insuperáveis, desejo que essa página permita também um agradável compartilhamento das emoções desse dia.

Beijos e abraços para todos!

Sinceramente,


Kleber Siqueira










Kleber Siqueira
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sábado, 10 de setembro de 2011

Celebrando os 91 anos de uma vida preciosa...!



No próximo dia 14 de Setembro, Francisco Mello Siqueira completará 91 anos de vida. Com muita alegria estamos - nós os seus filhos, genro e noras, netos e netas e bisneta, preparando algumas surpresas para essa festiva celebração e emocionante momento que estamos vivenciando.

Muito atento e ativo, o aniversariante também preparou algumas surpresas em retribuição...

A primeira delas é a poesia "A ARTE MUSICAL", inédita e especialmente escrita para fazer parte das comemorações relativas aos 91 anos. (para ler a poesia "A Arte Musical", clique nesse link)

A segunda delas é a crônica "ÚLTIMA RODADA!", inédita e TAMBÉM especialmente escrita para fazer parte das comemorações relativas aos 91 anos. (para ler a crônica "ÚLTIMA RODADA!", clique nesse link)

Nas próximas horas publicaremos mais uma poesia. Acompanhe pelo Blog!

O tema poético é muito interessante e a narrativa nele incluida nos evoca épocas permanentemente marcadas em nossos corações e mentes. Para mim é parte de uma viagem muito especial que farei ao Brasil, iniciando a minha estada justamente no dia 14, quando, juntamente com a Keila e o Francisco Junior e uma parte dos nossos familiares, almoçaremos juntos com o papai e a Gilda.

Certamente serão momentos preciosos e inesquecíveis. Esse será o início de uma viagem de apenas dez dias, mas que promete ser uma verdadeira jornada sentimental...



Got my bags, got my reservations,
Spent each dime I could afford.
Like a child in wild anticipation,
I Long to hear that, "All aboard!"


Mais novidades nos próximos dias.

Até Santos, Papai! Dia 14 de Setembro estaremos reunidos para celebrarmos juntos os seus bem vividos 91 anos!




Kleber Siqueira
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sábado, 4 de junho de 2011

Um tesouro perdido na Serra do Mar...




Gostei muito desse documentário sobre a vila inglesa de Paranapiacaba. Minha infância foi passada na Usina da Light, em Cubatão (1949 a 1960).

Muitas vezes, em finais de semana, visitamos amigos que trabalhavam para a ferrovia, e ali passávamos o dia. Muitas vezes íamos nos banhar e fazer pic-nic em cachoeiras lindíssimas. Minha mãe gostava muito daqueles passeios.

À tarde, com a chegada do tradicional "fog" local, voltávamos no último trem de passageiros para Cubatão. Durante a viagem de mais ou menos 45 minutos, nos deliciávamos observando as matas, a vegetação exuberante, as cachoeiras, as aves, os sons e as muitas belezasa da Serra do Mar.

O sistema funicular era um espetáculo de engenharia no meio da incrível beleza natural que nos cercava! Era uma prova viva de que uma obra de importância sócio econômica pode ser realizada sem desequilibrar o sistema ecológico.

Realmente é lastinável que não tenha sido possível preservar melhor essas maravilha debruçada no topo da Serra do Mar.

Viajei no Cometa e gostei muito de recordar o silvo dos apitos anunciando a partida eminente da composição, os sons da caldeira a vapor, das rodas agarrando o aço dos trilhos, o ranger dos dormentes suportando o descomunal peso, o balanço suave da cabine de passageiros...!

Bon voyage... e feliz final de semana!

Cordial abraço,

Kleber Siqueira










Kleber Siqueira
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sábado, 11 de setembro de 2010

Meus Noventa Anos



Doença avassaladora.
O sarampo ceifava as crianças,
Da cidade e vizinhanças.
Com febre arrasadora.

Estive desenganado,
Ao léo da sorte.
Mas saí do meu leito de morte,
São e salvo, bem curado.

Porque teria sido poupado?
Difícil é poder saber.
Não cabe a nós conhecer
Os desígnios do Alcandorado.

Episódio da década de vinte.
Não teria sido pela excelência da tecnologia.
Prefiro acreditar de Deus a autoria
Do livramento desse avassalador acinte.

Na mocidade, quando procurei academia,
Surgiu um problema de saúde para me alijar
Duas vezes, do desejo de entrar para a Escola Militar.
Tive que mudar de rumo na engenharia.

No inicio de quarenta e dois outro aborrecimento:
Pleiteei o NPOR e fui reprovado.
Pelas veias encaroçadas foi confirmado
Que eu não suportaria o treinamento.

Tendo feito o primeiro ano da faculdade,
Gozava as férias escolares na minha terra.
Fui convocado para a Segunda Grande Guerra.
O exame para soldado não exigia rigorosidade.

No exame de saúde fui aprovado,
Para minha grande perplexidade.
Mas, como soldado não tive dificuldade.
Participei do treinamento, deveras pesado.

Ao Exército Brasileiro fui engajado,
No 1ª Batalhão de Pontoneiros.
Na construção de pontes. Serviços grosseiros,
Durante dez meses, como soldado.

O quarenta e três foi um ano determinante,
Para o NPOR fui transferido.
O exame de saúde não foi exigido.
E, em quarenta e cinco, declarado Aspirante.

Ao comandante fui me apresentar.
De pronto fui dispensado.
Porque o conflito estaria quase terminado,
E concluído o meu compromisso militar.

Neste caso, o meu livramento
Começou a ser ajustado
No ano de trinta e oito, passado.
E levou cinco anos para colimar o intento.

No meu livramento foi dada uma volta determinante!
Se em quarenta e dois tivesse sido aprovado,
Em quarenta e quatro o curso estaria terminado,
Na FEB, provavelmente, seria incorporado como Aspirante!

É como Deus nos salva e preserva.
Afastou-me do campo da Guerra,
Manteve-me em minha terra,
Tornou-me, do Exército, Oficial da Reserva.

Aos cinqüenta anos de idade
Um médico de Campinas quis me operar,
Para os meus rins policísticos salvar,
Outro, de São Paulo, desfez minha ansiedade:

- A doença, apesar de degenerativa,
Sua progressão é lenta.
Dela você passará dos noventa.
- Não vai atrapalhar sua vida ativa.

Recentemente, depois disso tudo,
Soube que meus cistos são singulares.
Não degenerativos, livres de azares.
Outro livramento de Deus, meu Escudo.

Em dois mil e quatro, um problema de percepção!
Doença de olhos, progressiva,
Uma retinóide pigmentária, oclusiva.
Que reduz o meu ângulo de visão.

E certa dificuldade de divisar
Objetos de cores próximas, em superposição.
Exigindo muito maior atenção
E cuidado para eles encontrar.

No final de dois mil e oito, me sobressalta
Uma trombose na perna esquerda.
Fui socorrido em tempo, sem qualquer perda.
Já estou praticamente com alta.

São poucas as minhas limitações.
Não me causam tanta dificuldade.
São próprias da terceira idade.
Levo a vida sem maiores preocupações.

Desde minha tenra idade,
Deus tem me concedido grande Graça,
Livrando-me de perigos, com uma divina Couraça,
Garantindo a minha longevidade.

Hosana nas Alturas. Alegria e Aclamação!
Mais um ano de vida Deus me acrescenta.
Chego à provecta idade de noventa,
Pela Graça da minha asserção.

Minha louvação à divina Trindade:
Louvo a Deus Pai, porque existo,
Ao nosso Salvador Jesus Cristo,
Ao Espírito Santo, de nossa fé, a identidade.

Francisco Mello Siqueira

Francisco Mello Siqueira
Santos, 11 de Setembro de 2010

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O USO DO NOME MELLO

QUAL A ORIGEM DO MEU
NOME de “GUERRA” MELLO?

O meu nome é Francisco Mello Siqueira, portanto, constituído do prenome ou nome, Francisco e de dois patronímicos, nomes de família ou sobrenomes, Mello, da família de mamãe e Siqueira, da família de papai.
Eu passei a minha primeira infância com meus pais. Aos 13 anos, precisando do ginásio tive que sair de minha cidade natal, para nunca mais voltar a morar com eles.
Mamãe sempre me chamou de Francisquinho, o que passou a ser o meu nome, até aos dias de hoje, junto dos meus familiares de um modo geral.
De Francisco sou chamado pelo pessoal de minha cidade.
No ginásio fui chamado de Francisco, também devido à maneira de ser tratado pelos colegas conterrâneos.
Então, até aos 17 anos a predominância era Francisco.
Depois do ginásio fui para o Rio de Janeiro DF. Lá freqüentei o Curso Eüler, da rua Buenos Aires, preparatório para a Escola Militar. Foi exatamente lá que começaram a me chamar de Mello. Não sei explicar, mas acho que algum dos professores assim se referiu a mim. Ocupava a carteira do meu lado direito um colega chamado Santiago Carneiro Santiago. Freqüentei esse cursinho durante os anos de 1939 e 1940. Acredito que Santiago também. Não consegui entrar na Escola Militar, antigamente situada no Realengo.
No inicio do ano de 1940, circulando pela Cinelândia, encontrei o colega Santiago. Fomos tomar um chope, quando ele, que também não havia passado no exame da Escola Militar, me confidenciou que era filho do fundador da Escola de Engenharia de Itajubá MG, para onde ele iria, decidido tornar-se engenheiro.
Nessa época estava muito indeciso no que fazer e mais do isso aborrecido com os meus resultados. Em ambos os anos fui barrado pelos exames de saúde e físico. Em ambos os casos não cheguei ao exame intelectual. Cheguei até a freqüentar aulas no Forte São João para me preparar fisicamente. Não deu certo. O pior, até então não tinha feito o Curso Complementar, de dois anos, correspondente ao curso médio de hoje.
Esse encontro com o Santiago foi decisivo na minha vida. Decidi meio de pronto e fui para Itajubá MG. Morei lá 7 (sete) anos. Fiz o Curso Complementar no Ginásio Itajubá e tornei-me engenheiro no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atualmente federalizado como EFEI – Escola Federal de Engenharia de Itajubá.
Na minha vida profissional continuei sedo conhecido por Mello, nome que meus colegas de escola se encarregaram de levar. Em outras atividades sociais, tais como clubes e maçonaria, em São Paulo e Baixada Santista, o procedimento foi o mesmo.
Amiga de muitos anos de nossa família, a Dra. Vasty Correia de Araujo, ginecologista e obstreta, atualmente aposentada, me chama carinhosamente de Chico Mello, apelido que alguns familiares as vezes usam-no.
Fazendo um balanço, sem contar o tempo de aposentadoria, este meu sobrenome Mello circulou em 2 anos de Curso Eüler, 2 anos de Ginásio , 5 anos de faculdade, 14 anos de Light e 29 anos de COSIPA, os quais somados chegam a 52 anos!
Acredito que centenas de pessoas me conhecem por esse nome. Sei que o normal seria o uso do nome ou do último sobrenome. Mas, na verdade, sempre me agradou ser chamado de Mello, com o que me identifico de modo muito especial.
- O -