Versos do Eng. Décio Gomes, pronunciados em jantar dos funcionários da Manutenção da Companhia Siderúrgica Paulista – COSIPA, ocorrido em 1978, comemorativo da aposentadoria de Francisco Mello Siqueira. Além do autor desses versos, o estimado amigo Decio, estavam presentes o Diretor Industrial, em exercício, engenheiro Francisco Ari Souto e cerca de 20 técnicos os mais chegados, das áreas de Manutenção e de Gestão de Materiais.
I
Um dentista, bem mineiro,
Abastado fazendeiro,
Não querendo correr risco,
Quando seu filho nasceu,
Nome de santo lhe deu:
Batizou de FRANCISCO.
II
E do santo a sapiência
Lhe foi dado, em essência,
Ganhou do santo a humildade
E sua sabedoria,
Força, vigor, energia,
Senso de honra e equidade.
III
Chegou a ser militar,
Casou-se, formou seu lar,
E o mantém com firmeza,
Sinceridade, afeição,
Harmonia, retidão
E singular singeleza.
IV
Formado em engenharia,
Ganhou da Light a chefia
Da Usina de Cubatão.
O Francisco foi cortado
E passou a ser Chamado
De Mello e até Mellão.
V
Da COSIPA saiu PC
Com que atraso, se vê,
Solicitando engenheiro
Que pudesse trabalhar
Dia e noite, sem parar,
Pouco pensando em dinheiro.
VI
E lá vem manutenção
Com os azares de então
Mas sem a GMA
Sem nosso almoxarifado,
Tudo era encontrado
No dia, na hora H.
VII
Mas nem tudo era alegria
E os PCs que emitia
Custava a AF chegar
E a turma de então
Famosa manutenção
Só pensava em ativar.
VIII
Foram os anos passando
Dr. Mello mais ganhando
Muito know-how e saber
Chefiou a Engenharia
Com firmeza e fidalguia
Justiça e muito prazer.
IX
Para fazer um leilão
Com a CAV de então
E aquela burocracia
Com os preços para dar
Tudo bem analisar
O Dr. Mello sofria
X
Homem de valor e brio
Não recusa desafio
E de todos participa
È nova mentalidade
Ouvia-se pela cidade
Temos hoje outra COSIPA.
XI
E ganhou um desafio
Na espinha, um arrepio,
Tal era a envergadura.
Com o Caldeira e o Viana
Queimou fosfato e pestana
E manteve-se á altura
XII
Saiu PC de emergência
Questão de sobrevivência,
Um guindaste para comprar
Um guindaste para quê?
Alguem responde o porquê
Pra GMA levantar.
XIII
Só se ouve, desde agora,
PC, REMEs, a toda hora
Quanto problema encontrado
Eram só reclamações
De todo lado, aos montões
Ta tudo, ta tudo errado.
XIV
Numa tentativa extrema
Muda a gestão, o sistema,
Precisa tudo mudar
Vem gente da área inteira
É seleção de primeira
Para a GMA ganhar
XV
E vai mudando, mudando
E a GMA ganhando
Novo vigor e conceito
Dr. Mello é só sorrisos
Há alegrias, há risos
Tudo vai tomando jeito.
XVI
Há gente de toda sorte,
Numa firma de tal porte,
E aparece um PC
Pedia algo esquisito
Um serviço, não bendito
Para um tal de GPP.
XVII
Foi a “Manchete” formada
Bem criada, mal criada
Não se sabe até então,
Pois só levanta problemas
Deixa a gente com dilemas
Como cria confusão.
XVIII
A GMA, então,
Ganha e perde razão
Fica bem em evidência
A “Manchete” não perdoa
Parece sirene, soa
Contra todos, sem clemência.
XIX
Dr. Mello não recua
Não é de feitura sua,
Recuar não é seu dom,
Deixa tudo bem dosado
E joga, com mui cuidado
A bola pro Danelon
XX
Mas a bendita “Manchete”
Sempre a pintar o sete
Reclama em alto e bom som
Dr. Mello, descansando
Vai com seus botões pensando
É bomba pro Danelon.
XXI
No seminário ergue a taça
Com muito valor e raça
Muda de novo a gestão
Deixa a turma impressionada
Com sua nova tirada
Com sua proposição.
XXII
Pensa alguém, assim não dá,
Mudou a GMA
Que mais quer ele mudar?
A COSIPA grita inteira.
A seguir desta maneira,
Onde vamos nós parar?
XXIV
E programa por trimestre
Com alma de grande mestre
Altera a Manutenção.
Não vai dar, e o comprador?
Problema dele , doutor!
Que se preparem, pois não?
XXV
E diz a rádio-peão
Este homem é um “Leão”.
Não! Um Plínio, um Ari.
Se ele permanecer
Até podemos perder
Nosso emprego por aqui.
XXVI
Então vem a providência
Deus na sua onisciência
Resolve tudo parar.
E solta pelo B.I.
Vai reinar a paz aqui.
Vou o homem aposentar.
XXVII
Aposentar? Parar?
Nunca, vai continuar
Noutra frente, com ardor,
Chega de engenharia
Chega de siderurgia
Vai ser é rádio-amador.
XXVIII
E eles lá que se cuidem.
Que se preparem, que mudem
Façam logo reunião
Dr. Mello vai tentar
Mudar tudo e alterar
Até a legislação.
XXIX
Ele vai mudar as leis
Pra que tantas? Bastam seis.
Nada de burocracia,
Falo até com o João
Eles que se cuidem, então
Se preparem para o dia.
XXX
Dr. Mello! O que importa
É manter aberta a porta
De seu grande coração.
Nosso abraço carinhoso
Terno, amigo, afetuoso.
Até logo, pois, então.
- O -
Um dentista, bem mineiro,
Abastado fazendeiro,
Não querendo correr risco,
Quando seu filho nasceu,
Nome de santo lhe deu:
Batizou de FRANCISCO.
II
E do santo a sapiência
Lhe foi dado, em essência,
Ganhou do santo a humildade
E sua sabedoria,
Força, vigor, energia,
Senso de honra e equidade.
III
Chegou a ser militar,
Casou-se, formou seu lar,
E o mantém com firmeza,
Sinceridade, afeição,
Harmonia, retidão
E singular singeleza.
IV
Formado em engenharia,
Ganhou da Light a chefia
Da Usina de Cubatão.
O Francisco foi cortado
E passou a ser Chamado
De Mello e até Mellão.
V
Da COSIPA saiu PC
Com que atraso, se vê,
Solicitando engenheiro
Que pudesse trabalhar
Dia e noite, sem parar,
Pouco pensando em dinheiro.
VI
E lá vem manutenção
Com os azares de então
Mas sem a GMA
Sem nosso almoxarifado,
Tudo era encontrado
No dia, na hora H.
VII
Mas nem tudo era alegria
E os PCs que emitia
Custava a AF chegar
E a turma de então
Famosa manutenção
Só pensava em ativar.
VIII
Foram os anos passando
Dr. Mello mais ganhando
Muito know-how e saber
Chefiou a Engenharia
Com firmeza e fidalguia
Justiça e muito prazer.
IX
Para fazer um leilão
Com a CAV de então
E aquela burocracia
Com os preços para dar
Tudo bem analisar
O Dr. Mello sofria
X
Homem de valor e brio
Não recusa desafio
E de todos participa
È nova mentalidade
Ouvia-se pela cidade
Temos hoje outra COSIPA.
XI
E ganhou um desafio
Na espinha, um arrepio,
Tal era a envergadura.
Com o Caldeira e o Viana
Queimou fosfato e pestana
E manteve-se á altura
XII
Saiu PC de emergência
Questão de sobrevivência,
Um guindaste para comprar
Um guindaste para quê?
Alguem responde o porquê
Pra GMA levantar.
XIII
Só se ouve, desde agora,
PC, REMEs, a toda hora
Quanto problema encontrado
Eram só reclamações
De todo lado, aos montões
Ta tudo, ta tudo errado.
XIV
Numa tentativa extrema
Muda a gestão, o sistema,
Precisa tudo mudar
Vem gente da área inteira
É seleção de primeira
Para a GMA ganhar
XV
E vai mudando, mudando
E a GMA ganhando
Novo vigor e conceito
Dr. Mello é só sorrisos
Há alegrias, há risos
Tudo vai tomando jeito.
XVI
Há gente de toda sorte,
Numa firma de tal porte,
E aparece um PC
Pedia algo esquisito
Um serviço, não bendito
Para um tal de GPP.
XVII
Foi a “Manchete” formada
Bem criada, mal criada
Não se sabe até então,
Pois só levanta problemas
Deixa a gente com dilemas
Como cria confusão.
XVIII
A GMA, então,
Ganha e perde razão
Fica bem em evidência
A “Manchete” não perdoa
Parece sirene, soa
Contra todos, sem clemência.
XIX
Dr. Mello não recua
Não é de feitura sua,
Recuar não é seu dom,
Deixa tudo bem dosado
E joga, com mui cuidado
A bola pro Danelon
XX
Mas a bendita “Manchete”
Sempre a pintar o sete
Reclama em alto e bom som
Dr. Mello, descansando
Vai com seus botões pensando
É bomba pro Danelon.
XXI
No seminário ergue a taça
Com muito valor e raça
Muda de novo a gestão
Deixa a turma impressionada
Com sua nova tirada
Com sua proposição.
XXII
Pensa alguém, assim não dá,
Mudou a GMA
Que mais quer ele mudar?
A COSIPA grita inteira.
A seguir desta maneira,
Onde vamos nós parar?
XXIV
E programa por trimestre
Com alma de grande mestre
Altera a Manutenção.
Não vai dar, e o comprador?
Problema dele , doutor!
Que se preparem, pois não?
XXV
E diz a rádio-peão
Este homem é um “Leão”.
Não! Um Plínio, um Ari.
Se ele permanecer
Até podemos perder
Nosso emprego por aqui.
XXVI
Então vem a providência
Deus na sua onisciência
Resolve tudo parar.
E solta pelo B.I.
Vai reinar a paz aqui.
Vou o homem aposentar.
XXVII
Aposentar? Parar?
Nunca, vai continuar
Noutra frente, com ardor,
Chega de engenharia
Chega de siderurgia
Vai ser é rádio-amador.
XXVIII
E eles lá que se cuidem.
Que se preparem, que mudem
Façam logo reunião
Dr. Mello vai tentar
Mudar tudo e alterar
Até a legislação.
XXIX
Ele vai mudar as leis
Pra que tantas? Bastam seis.
Nada de burocracia,
Falo até com o João
Eles que se cuidem, então
Se preparem para o dia.
XXX
Dr. Mello! O que importa
É manter aberta a porta
De seu grande coração.
Nosso abraço carinhoso
Terno, amigo, afetuoso.
Até logo, pois, então.
- O -

Nenhum comentário:
Postar um comentário