sexta-feira, 24 de abril de 2009

O USO DO NOME MELLO

QUAL A ORIGEM DO MEU
NOME de “GUERRA” MELLO?

O meu nome é Francisco Mello Siqueira, portanto, constituído do prenome ou nome, Francisco e de dois patronímicos, nomes de família ou sobrenomes, Mello, da família de mamãe e Siqueira, da família de papai.
Eu passei a minha primeira infância com meus pais. Aos 13 anos, precisando do ginásio tive que sair de minha cidade natal, para nunca mais voltar a morar com eles.
Mamãe sempre me chamou de Francisquinho, o que passou a ser o meu nome, até aos dias de hoje, junto dos meus familiares de um modo geral.
De Francisco sou chamado pelo pessoal de minha cidade.
No ginásio fui chamado de Francisco, também devido à maneira de ser tratado pelos colegas conterrâneos.
Então, até aos 17 anos a predominância era Francisco.
Depois do ginásio fui para o Rio de Janeiro DF. Lá freqüentei o Curso Eüler, da rua Buenos Aires, preparatório para a Escola Militar. Foi exatamente lá que começaram a me chamar de Mello. Não sei explicar, mas acho que algum dos professores assim se referiu a mim. Ocupava a carteira do meu lado direito um colega chamado Santiago Carneiro Santiago. Freqüentei esse cursinho durante os anos de 1939 e 1940. Acredito que Santiago também. Não consegui entrar na Escola Militar, antigamente situada no Realengo.
No inicio do ano de 1940, circulando pela Cinelândia, encontrei o colega Santiago. Fomos tomar um chope, quando ele, que também não havia passado no exame da Escola Militar, me confidenciou que era filho do fundador da Escola de Engenharia de Itajubá MG, para onde ele iria, decidido tornar-se engenheiro.
Nessa época estava muito indeciso no que fazer e mais do isso aborrecido com os meus resultados. Em ambos os anos fui barrado pelos exames de saúde e físico. Em ambos os casos não cheguei ao exame intelectual. Cheguei até a freqüentar aulas no Forte São João para me preparar fisicamente. Não deu certo. O pior, até então não tinha feito o Curso Complementar, de dois anos, correspondente ao curso médio de hoje.
Esse encontro com o Santiago foi decisivo na minha vida. Decidi meio de pronto e fui para Itajubá MG. Morei lá 7 (sete) anos. Fiz o Curso Complementar no Ginásio Itajubá e tornei-me engenheiro no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atualmente federalizado como EFEI – Escola Federal de Engenharia de Itajubá.
Na minha vida profissional continuei sedo conhecido por Mello, nome que meus colegas de escola se encarregaram de levar. Em outras atividades sociais, tais como clubes e maçonaria, em São Paulo e Baixada Santista, o procedimento foi o mesmo.
Amiga de muitos anos de nossa família, a Dra. Vasty Correia de Araujo, ginecologista e obstreta, atualmente aposentada, me chama carinhosamente de Chico Mello, apelido que alguns familiares as vezes usam-no.
Fazendo um balanço, sem contar o tempo de aposentadoria, este meu sobrenome Mello circulou em 2 anos de Curso Eüler, 2 anos de Ginásio , 5 anos de faculdade, 14 anos de Light e 29 anos de COSIPA, os quais somados chegam a 52 anos!
Acredito que centenas de pessoas me conhecem por esse nome. Sei que o normal seria o uso do nome ou do último sobrenome. Mas, na verdade, sempre me agradou ser chamado de Mello, com o que me identifico de modo muito especial.
- O -

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