PINTASSILGOS
Passarinhos. Sempre tive um fraco por eles.
Gosto deles desde a minha infância.
Outra coisa que me atraia eram as gaiolas.
Elas davam aos passarinhos importância.
Daquelas com portinhas que já tinham até molas.
Um destaque de suma relevância.
Do Papai Noel recebi algumas delas.
Bonitas, feitas de arame e tabuinhas.
Aprendi a fazer arapucas com pauzinhos roliços.
E, no quintal de casa, comecei a caçar rolinhas.
Causava muitos tropeços. Provocava rebuliços.
Quando, na armadilha, caiam as marronzinhas.
Enjoei das rolinhas. Passei para os canários da terra,
Desses que começam pardos e depois ficam amarelinhos.
Na cabeça o amarelo mais forte e ligeiramente avermelhado.
Tão comuns na minha cidade natal esses canarinhos,
Nas longínquas décadas de vinte e de trinta.
Era colocar a chama na janela e pegar os bonitinhos.
. As vezes aparecia algum, de gaiola egresso,
Que brigava muito. No alçapão não caia. Era experiente!
Desafiava. Por isso era muito disputado.
O seu valor era sempre crescente!
Nunca tive passarinho como esse.
Os meus eram comuns. Mas me deixaram contente.
A garotada elegia esses pequenos pássaros
Segundo um ranking, de valor. Uma lista.
Nesse elenco nada de tico-tico.
Ele não canta e sem melodia não há quem resista.
Então resolvi a subir de nível.
Escolhi o pintassilgo, esse exímio solista.
O pequeno; conhecido como baianinho.
De capuz preto e amarelo limão a plumagem.
Bem ali, onde é a Volks, era um pasto,
Rico em guaxuma, da qual comiam a ramagem.
Canoro exímio, de trinado dobrado.
Existia em profusão, exibindo sua linda imagem.
- O -
Espaço para compartilhar com familiares e amigos alguns dos meus trabalhos literários, pesquisas e estudos.
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