sábado, 18 de julho de 2009

O ROCAMBOLE

O ROCAMBOLE

Com doze anos de idade
Fui para um Internato
Fazer o curso ginasial.
Cheguei pela manhã
E me senti um timorato.
Nunca havia me separado
Do papai e da mamãe.
Depois de passar pela secretaria
Fui entregar o enxoval
Para a rouparia.
Então fui para o dormitório
Conhecer a minha cama.
De lá, do pavimento superior
Do prédio do colégio,
Tive um lindo panorama.
Avistei o Palácio do Bispo.
Fiquei extasiado com o privilégio
De conhecer a beleza e magnitude
Da sede do Bispado
Nunca tinha visto coisa igual!
Fiquei deveras admirado!
Lá deixei o bauzinho,
Preparado pela minha mãe,
Feito de lata, bonito, coral.
Passei o resto do dia, informal,
Conhecendo o prédio e as pessoas.
Depois do estudo da noite, afinal,
O toque de recolher,
Antes de deitar, às escondidas,
Abri o cadeado,
De letras, do bauzinho.
Com o maior cuidado.
Já que estava sozinho.
Além dos petrechos de higiene
Mamãe colocou no baú um pedacinho
De rocambole de goiabada.
Iria saboreá-lo, solene.
Surpresa! Quase perdi o controle.
Não havia nada!
Cadê o rocambole?
- O -

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