MEDO
Interessante como o medo
Solapa a nossa razão.
Bole com o nosso espirito,
Como se ele fosse um brinquedo.
Coloca-nos em forte emoção,
Com a força de um torpedo.
Deixa-nos muito aflito.
É um sentimento
Que nos coloca em alerta,
Contra uma coisa que nos desagrada.
Que chega às raias de um tormento.
É como se fosse uma ferida,
Dificil de ser curada.
O medo que tenho é de avião.
É coisa que muito me amofina.
Verdadeira alucinação.
Não consigo me dominar,
E fico por conta da adrenalina.
Em viagem demorada,
Acalmo minha ansiedade,
Com algumas doses de whikey,
E lastino, da viagem, a morosidade.
De hora em hora, consulto o relógio,
Para acalmar o meu frenesi.
Apesar das poucas viagens aérias
Já passei por alguns sustos.
Por conta da causalidade.
Meu sangue esfriou nas artérias.
Pois não há como controlar
A fatalidade.
Em Lisboa, ao se aproximar da pista,
O piloto arremeteu o avião;
Distanciou-se do aeroporto,
A perder de vista.
Pensei logo no trem de aterissagem .
Fiquei naquele desconforto,
De quem não está informado,
Só fiquei sabendo dias depois da viagem,
Que a pista fora invadida por um alienado.
Já em Congonhas, o avião
Sacolejava ao pousar.
Mas, pela tripulação
Foi prontamente avisado,
Que era um peneu furado.
Em termos de susto, o maior
Foi na América do Norte.
Pegamos uma tempestade.
A tal falta de sorte.
O avião despencou de repente.
Quinhentos metros, aproximadamente.
Vi objetos voando dentro do avião.
Crianças rolando pelo chão.
Não dá tempo de pensar em nada.
No momento de o controle retomar,
O avião treme todo,
Parece desmanchar.
Só então a gente se liga,
Do perigo passado.
Verdadeira dor de barriga.
Certa vez
Na Ponte Aéria Rio Sáo Paulo,
Depois de alguns minutos de viagem,
O comandante anuncia,
Numa fria mensagem,
Que vamos retornar,
Por problema técnico.
É uma mensagem evasiva.
Acho preferivel não informar,
A ser tão lacônico.
É uma mensagem negativa.
Que dá oportunidade
De se cogitar.
E até mesmo de pensar
Que ela contém velada ameaça,
O destino do avião.
Que poderá ser uma desgraça.
Ela aunentou minha preocupação.
Nada aconteceu , felismente.
Deveria ter sido pequena avaria.
Sem perigo de vida.
Mas, por conta disso,
Uma informação não aferida,
Disparou o meu coração.
Sofri uma taquicardia.
Continuo com medo de avião.
- O -
Interessante como o medo
Solapa a nossa razão.
Bole com o nosso espirito,
Como se ele fosse um brinquedo.
Coloca-nos em forte emoção,
Com a força de um torpedo.
Deixa-nos muito aflito.
É um sentimento
Que nos coloca em alerta,
Contra uma coisa que nos desagrada.
Que chega às raias de um tormento.
É como se fosse uma ferida,
Dificil de ser curada.
O medo que tenho é de avião.
É coisa que muito me amofina.
Verdadeira alucinação.
Não consigo me dominar,
E fico por conta da adrenalina.
Em viagem demorada,
Acalmo minha ansiedade,
Com algumas doses de whikey,
E lastino, da viagem, a morosidade.
De hora em hora, consulto o relógio,
Para acalmar o meu frenesi.
Apesar das poucas viagens aérias
Já passei por alguns sustos.
Por conta da causalidade.
Meu sangue esfriou nas artérias.
Pois não há como controlar
A fatalidade.
Em Lisboa, ao se aproximar da pista,
O piloto arremeteu o avião;
Distanciou-se do aeroporto,
A perder de vista.
Pensei logo no trem de aterissagem .
Fiquei naquele desconforto,
De quem não está informado,
Só fiquei sabendo dias depois da viagem,
Que a pista fora invadida por um alienado.
Já em Congonhas, o avião
Sacolejava ao pousar.
Mas, pela tripulação
Foi prontamente avisado,
Que era um peneu furado.
Em termos de susto, o maior
Foi na América do Norte.
Pegamos uma tempestade.
A tal falta de sorte.
O avião despencou de repente.
Quinhentos metros, aproximadamente.
Vi objetos voando dentro do avião.
Crianças rolando pelo chão.
Não dá tempo de pensar em nada.
No momento de o controle retomar,
O avião treme todo,
Parece desmanchar.
Só então a gente se liga,
Do perigo passado.
Verdadeira dor de barriga.
Certa vez
Na Ponte Aéria Rio Sáo Paulo,
Depois de alguns minutos de viagem,
O comandante anuncia,
Numa fria mensagem,
Que vamos retornar,
Por problema técnico.
É uma mensagem evasiva.
Acho preferivel não informar,
A ser tão lacônico.
É uma mensagem negativa.
Que dá oportunidade
De se cogitar.
E até mesmo de pensar
Que ela contém velada ameaça,
O destino do avião.
Que poderá ser uma desgraça.
Ela aunentou minha preocupação.
Nada aconteceu , felismente.
Deveria ter sido pequena avaria.
Sem perigo de vida.
Mas, por conta disso,
Uma informação não aferida,
Disparou o meu coração.
Sofri uma taquicardia.
Continuo com medo de avião.
- O -
2 comentários:
Sr. Francisco,
Parabéns pela poesia. Senti-me como se estivesse passando uma turbulência em um vôo.
Nunca tive uma experiência como esta, mas deve ser mesmo bem dificil.
Continue nesta sua produção poética inspirada!
Beijos
MLucia
Nop início da minha vida profissional também enfrentei o medo de avião...
E era terrível a sensação pois fazia inúmeras viagens e a cada uma delas o pavor já começava três dias antes...!
Finalmente, numa viagem de 727-200, quando enfrentamos uma tempestade no trecho Rio - São Paulo acabei por concluir que o melhor seria colocar o meo "sob contrôle" uma vez que este tipo de sensação não se perde totalmente e nem instantâneamente.
Beijos
Kleber
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