FELIPE
Nasci numa pequena cidade
Do Sul de Minas.
Que á época a economia,
Dessa operosa comunidade,
Era a conhecida monocultura,
Do café. A coffea arabica.
A população urbana era pequena.
Vivia em plena calmaria.
Na roça estava a grande maioria.
Do povo, empenhada no labor do eito.
A cidade só se agitava,
Com todo mundo satisfeito,
Quando o dinheiro circulava,
Depois da colheita.
E o mercado esquentava.
Na época da colheita
Quando todos da família
Ajudavam a engordar a receita
Tudo era alegria.
A colheita começava em abril ou maio,
Quando os grãos, amadurecidos,
Apresentavam-se, na sua maioria,
Já enegrecidos.
No chamado ponto cereja.
Dependendo do cafezal,
Essa faina podia meses durar.
Mas o seu final,
Todo mundo festeja.
Depois da derriça,
Era feita a abanação,
Para remover os detritos.
Aí, então, era feita a medição,
Numa espécie de gabarito,
Conhecido por alqueire.
O cesto de medir café,
Cujo volume beire
Exatos cinqüenta litros.
O preço do alqueire variava.
Quando havia muito café era baixo.
A medida que ele ia rareando,
O preço ia aumentando.
O jeito era a negociação:
Um preço para cada talhão.
Durante a secagem do café,
Na exposição ao sol,
Exigia garra e muita fé,
Rodando os cocos em fileiras,
Para lá e para cá,
Até conseguir a bebida,
Tipo Santos, exportação.
Era nessa grande remexida,
Que eram encontrados,
Cocos gêmeos em profusão.
Felipes eram chamados os grãos
De café em coco, emendados.
Eram assim apelidados,
Áqueles que eram irmãos,
Xifópagos, gêmeos e grudados.
A criançada exibia os felipes
Como preciosidades.
Entre seus divinos atributos,
Eles conferiam aos donos,
Títulos de augustos
E muitas felicidades.
Tive-os em mãos,
Em várias oportunidades.
- O -
Nasci numa pequena cidade
Do Sul de Minas.
Que á época a economia,
Dessa operosa comunidade,
Era a conhecida monocultura,
Do café. A coffea arabica.
A população urbana era pequena.
Vivia em plena calmaria.
Na roça estava a grande maioria.
Do povo, empenhada no labor do eito.
A cidade só se agitava,
Com todo mundo satisfeito,
Quando o dinheiro circulava,
Depois da colheita.
E o mercado esquentava.
Na época da colheita
Quando todos da família
Ajudavam a engordar a receita
Tudo era alegria.
A colheita começava em abril ou maio,
Quando os grãos, amadurecidos,
Apresentavam-se, na sua maioria,
Já enegrecidos.
No chamado ponto cereja.
Dependendo do cafezal,
Essa faina podia meses durar.
Mas o seu final,
Todo mundo festeja.
Depois da derriça,
Era feita a abanação,
Para remover os detritos.
Aí, então, era feita a medição,
Numa espécie de gabarito,
Conhecido por alqueire.
O cesto de medir café,
Cujo volume beire
Exatos cinqüenta litros.
O preço do alqueire variava.
Quando havia muito café era baixo.
A medida que ele ia rareando,
O preço ia aumentando.
O jeito era a negociação:
Um preço para cada talhão.
Durante a secagem do café,
Na exposição ao sol,
Exigia garra e muita fé,
Rodando os cocos em fileiras,
Para lá e para cá,
Até conseguir a bebida,
Tipo Santos, exportação.
Era nessa grande remexida,
Que eram encontrados,
Cocos gêmeos em profusão.
Felipes eram chamados os grãos
De café em coco, emendados.
Eram assim apelidados,
Áqueles que eram irmãos,
Xifópagos, gêmeos e grudados.
A criançada exibia os felipes
Como preciosidades.
Entre seus divinos atributos,
Eles conferiam aos donos,
Títulos de augustos
E muitas felicidades.
Tive-os em mãos,
Em várias oportunidades.
- O -
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