domingo, 22 de novembro de 2009

ZEPPELIN














Ao despertar nesta madrugada,
Perdi o sono e fui rebuscar
Os escaninhos do consciente..
E o que fui lá encontrar?
Coisa muito antiga, finada.

O ano de trinta e oito corria,
O do século passado.
Eu e mamãe participávamos
De um fato inusitado,
O qual nunca mais repetiria.

Estávamos na Confeitaria Colombo,
Conhecida, a da rua do Ouvidor,
Quando houve um tumulto e correria.
Interrompemos o repasto reparador,
E na corrida quase levei um tombo.

Era o Zeppelin, o dirigível alemão,
O motivo da algazarra.
A oportunidade foi sem igual.
Vimos a figura bizarra,
No formato de charutão.


2 comentários:

Kleber Siqueira disse...

Querido Papai,

Suas poética reminiscências são excelentes e as poesias que as relatam são vestimentas domingueiras que as ornamentam.

Excelente produção matinal....!

Beijos

Kleber

Anônimo disse...

Querido pai,acabei de ler a sua mais
recente criação poética.Fico muito
emocionada em penetrar nas suas lembranças.É uma viagem no tempo para
o senhor e para mim a oportunidade de
poder ler seu relato, que fica registrado, nos enriquecendo com suas lembranças.
Agradeço a Deus por sua pessoa e peço
a ele que possamos compartilhar muitos momentos como esse.
Aqui fica um grande e carinhoso beijo.
Saudades...Sua filha
Keila