
Se no tempo voltarmos muito,
Até aos idos de minha meninice,
Gratas lembranças surgem em minha mente.
Coisa esquecida, como se não existisse,
Que desejo reviver com prazer e intuito.
Na antiga casa de meus pais,
Anos depois, a sete sete meia
Da rua Américo Prado,
Minha mente rebusca e clareia
Bela arvorezinha, não esquecida jamais
Na saída da porta da cozinha,
Do lado direito, junto ao muro,
Florescia perfumado arbusto,
Engalanado do mais belo apuro,
Enriquecendo a bela arvorezinha.
De estilo particular e próprio,
A flor formava um cacho pleno,
Cônico, de cor roxa e de bico para baixo.
Bem proporcionado, um cacho pequeno.
Rara flor que conheci como Heliotrópio.
Francisco Mello Siqueira
Santos 28 de Dezembro de 2009
3 comentários:
Papai,
Esta sua nova poesia está muito interessante e nos remete ao velho casarão da Santo Antonio 776.
Sua memória, para dizer o mínimo, está excelente. Admirável!
Beijos,
Kleber
Muito bonita a poesia.
E bom lembrar de coisas que remetem a um passado feliz. Pequenas coisas que falam muito.
Beijos
Maria Lucia
Papai,
penso que hoje, o que me alegra muito é ter a oportunidade , a alegria de poder viajar com voce, através desse "TÙNEL DO TEMPO";tão bem relatado. Suas lembranças são tão minuciosamente repassadas , que parece que também estou vivendo essas suas recordações de forma muito intensa.
Aproveito para desejar a voce que em 2010 continue com saude,paz e perto de nossos corações.
Beijos a gilda.
FELICIDADES PARA VOCES!
Beijos,
Keila e família
31 de Dezembro de 2009/2010
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