terça-feira, 29 de dezembro de 2009

HELIOTRÓPIO

Heliotrópio

Se no tempo voltarmos muito,

Até aos idos de minha meninice,

Gratas lembranças surgem em minha mente.

Coisa esquecida, como se não existisse,

Que desejo reviver com prazer e intuito.


Na antiga casa de meus pais,

Anos depois, a sete sete meia

Da rua Américo Prado,

Minha mente rebusca e clareia

Bela arvorezinha, não esquecida jamais


Na saída da porta da cozinha,

Do lado direito, junto ao muro,

Florescia perfumado arbusto,

Engalanado do mais belo apuro,

Enriquecendo a bela arvorezinha.


De estilo particular e próprio,

A flor formava um cacho pleno,

Cônico, de cor roxa e de bico para baixo.

Bem proporcionado, um cacho pequeno.

Rara flor que conheci como Heliotrópio.




Francisco Mello Siqueira

Santos 28 de Dezembro de 2009

3 comentários:

Kleber Siqueira disse...

Papai,

Esta sua nova poesia está muito interessante e nos remete ao velho casarão da Santo Antonio 776.

Sua memória, para dizer o mínimo, está excelente. Admirável!

Beijos,

Kleber

luciasiq disse...

Muito bonita a poesia.
E bom lembrar de coisas que remetem a um passado feliz. Pequenas coisas que falam muito.
Beijos
Maria Lucia

Anônimo disse...

Papai,
penso que hoje, o que me alegra muito é ter a oportunidade , a alegria de poder viajar com voce, através desse "TÙNEL DO TEMPO";tão bem relatado. Suas lembranças são tão minuciosamente repassadas , que parece que também estou vivendo essas suas recordações de forma muito intensa.
Aproveito para desejar a voce que em 2010 continue com saude,paz e perto de nossos corações.
Beijos a gilda.
FELICIDADES PARA VOCES!
Beijos,
Keila e família
31 de Dezembro de 2009/2010