sábado, 4 de junho de 2011

Todo mundo um dia foi criança...




Papai,

Outro dia, vendo algumas fotos "clássicas" de nossa família, ocorreu-me que muitas vezes valorizamos em excesso as crianças e jovens (claro que devemos valoriza-los e muito, pois são a herança genética e cultural que legamos...) e nos esquecemos de valorizar em igual proporção os que atingem a assim chamada "mellhor idade".

Para mim pareceu paradoxal tal situação...

Se devemos nossa existência e boa parcela dos nossos feitos às gerações que nos antecederam e nos prepararam para o enfrentamento da vida, urge que sejam valorizadas e lembradas não só póstumamente, mas enquanto ainda se pode acalentar esperanças e sentir o pulsar da vida no coração daquele que sobreviveu aos rigores da passagem do tempo, principalmente se com saúde e tendo, mesmo que modestamente, contribuido para a evolução da sua raça.

A idéia central que se destaca no meu pensamento é a seguinte:

Ser criança todos fomos um dia e isso parece não ser a parte mais notável das nossas histórias. O verdadeiro desafio é o longo prazo. A nossa incerteza maior, ainda que não nos apercebamos disso na velocidade alucinante do ritmo da vida do dia a dia, é se conseguiremos ser idosos felizes e saudáveis um dia...!

O paradoxo maior é que o nosso nascimento e morte biológicamente não dependem de nós, pois a morte natural, por doença, acidente ou qualquer outro motivo pode ocorrer a qualquer instante para qulquer um. Como diz a vox populi, "para morrer, basta estar vivo!"

Entretanto, podemos manejar a qualidade de vida que levamos para torna-la boa e saudável de acordo com o nosso contexto e circunstâncias.

E aqui, sim, entra os aspectos culturais e sociais que herdamos, adquirimos e desenvolvemos durante essa incrvel jornada que é a vida.

O que vale e o que não vale a pena. Eis aí uma questão fundamental que exige recursos intelectuais, psicológicos e espirituais para que se possa aspirar respostas que produzam resultados notáveis.

Sua preciosa vida é um exemplo dessa capacidade de resistência ao cansaço dos anos e de excelente preparo para uma "navegação de longo curso" bem sucedida...

Por isso, estando já navegando em regiões estelares por mim desconhecidas, que os meus anos já me proporcionam, e, precisando de mapas bem elaborados para alimentar o "GPS" que me ajuda orientar essa jornada, rogo a contribuição da sua experiência, bem como também apelo para a de todos que ao lerem esse pequeno texto se interessem em contribuir para que esse "mapeamento" seja o mais preciso possível.

Um ponto importante a considerar é a qualidade de vida que acompanha a longevidade, ou não. Se esse quesito falhar, aí sim, estaremos diante da possibilidade de na idade avançada retornarmos à infância... Mas sem trazer festa ou alegrar a fanília. Nessa triste e desamparada situação o único renédio é a Providencia Divina que nos dará destino e prepará os nossos queridos para o dia da despedida final...

E esse, graças a Deus a Deus não é, de modo algum, o seu caso! Portanto, o que nos resta é saborear os preciosos momentos de vida que aprouve ao Altíssimo nos conceder.

Carpe Diem!

Fraternal abraço e carinhoso beijo filial.



Kleber Siqueira










Kleber Siqueira
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3 comentários:

ktses@gmail.com disse...

CONSIDERO BASTANTE OPORTUNO AS COLOCAÇÕES FEITAS PELO MEU QUERIDO IRMÃO, KLEBER.tEMA QUE TENHO CERTEZA ESTÁ DE CERTA FORMA , NA MENTE DE TODOS NÓS,COM CERTEZA ATRAVÉS DE NOSSA MEMÓRIA.pOSSO AFIRMAR E FAZER DE SUAS PALAVRAS , O PREVILÉGIO EM TERMOS NOSSO PAI,AOS 91 ANOS,NO NOSSO CONVÍVIO.
PARABÉNS KLEBER POR ABORDAR UM TEMA TÃO IMPORTANTE SOBRE O SER HUMANO.
BJS,KEILA

JACUTINGA,9 DE JUNHO DE 2011

ktses@gmail.com disse...

LINDA NOSSA FAMÍLIA...
BENÇÃO DE DEUS!
ME EMOCIONO AO VER ESSAS IMAGENS TÃO MARCANTES.
TRECHOS DE DIFERENTES ÉPOCAS DA TRAJETÓRIA DE TODOS NÓS.
COM CARINHO
KEILA

Francisco disse...

harapPeWQuerido Kleber. Sua mãe, minha querida e saudosa Ione sobre a morte costumava dizer que o importante é estar com o passaporte assinado. Também acho. E mais, independente da idade. Mas isso é próprio dos idosos. Jovens como é natural não chegam a esses pensamentos. Há algum tempo que eu elegi a minha poesia "O Perene e o Perecível" como o meu passaporte. Mas ultimamente, nas minhas madrugadas insones dando asas à imaginação adicionei um importante dado a mais. Pedi a Deus que me perdoe de todos os pecados para que eu possa seguir limmpo para a vida eterna. Não levando nenhuma obrança a ser feita na eternidade. Do Papai.