O SEGUNDO TOMBO
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Em dois mil e quatro construí um jazigo
No cemitério de minha cidade natal.
Ao seu lado sofri uma queda acidental.
Depois do enterro de um amigo.
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Do saudoso Chico Paiva fui ao velório.
E participei do concorrido cortejo.
Depois do sepultamento tive o desejo
De rever o nosso futuro depositório.
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Ele está embaixo de dois enormes coqueiros
Cada um com grande cacho de coquinhos.
Que depois de maduros eles caem amarelinhos
No rampado chão de grama rasa, traiçoeiros.
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Desavisado, não me dei conta do perigo iminente.
Pisei sobre eles e deslizei caindo de costas, pranchado.
Ainda no chão procurei examinar-me, preocupado.
Divisei ao longe, no portão, a saída do ultimo presente.
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Cheguei a pensar em ter ficado inválido.
Nada aconteceu além de um grande susto.
Acalmado, levantei-me com muito custo.
Ileso, agradeci a Deus. Mas, fiquei pálido.
- O -
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