domingo, 8 de fevereiro de 2009

O SEGUNDO TOMBO

O SEGUNDO TOMBO

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Em dois mil e quatro construí um jazigo

No cemitério de minha cidade natal.

Ao seu lado sofri uma queda acidental.

Depois do enterro de um amigo.

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Do saudoso Chico Paiva fui ao velório.

E participei do concorrido cortejo.

Depois do sepultamento tive o desejo

De rever o nosso futuro depositório.

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Ele está embaixo de dois enormes coqueiros

Cada um com grande cacho de coquinhos.

Que depois de maduros eles caem amarelinhos

No rampado chão de grama rasa, traiçoeiros.

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Desavisado, não me dei conta do perigo iminente.

Pisei sobre eles e deslizei caindo de costas, pranchado.

Ainda no chão procurei examinar-me, preocupado.

Divisei ao longe, no portão, a saída do ultimo presente.

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Cheguei a pensar em ter ficado inválido.

Nada aconteceu além de um grande susto.

Acalmado, levantei-me com muito custo.

Ileso, agradeci a Deus. Mas, fiquei pálido.

- O -

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