domingo, 8 de fevereiro de 2009

PRIMEIRO TOMBO

O PRIMEIRO TOMBO

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Na época que morávamos na Fazenda

A Ione ia para a cidade na minha frente.

Numa dessas vezes aconteceu o acidente

Vou explicar para que melhor se entenda.

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Em casa de ferreiro o espeto é de pau.

Isso é comum. Aconteceu comigo.

A conseqüência poderia ser um perigo.

Ferir a gente fisicamente em alto grau.

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De ordem ergonômica, a causa é recorrente

O defeito é do degrau de acesso ao terreirão

Na reforma, ficou mais alto. Fora de padrão.

Ao sair disparado, não levantei o pé devidamente.

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Caí estendido. Deitado do lado direito.

Estava só. Ninguém nas redondezas.

Estava completamente sem defesas.

Por instante, me senti muito de mau jeito.

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Se imobilizado eu tivesse ficado no acidente

Nem socorro teria tido condições de solicitar.

Eu havia esquecido dentro de casa o celular.

Única ferramenta de comunicação eficiente.

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Sofri duas pequenas escoriações

Nada que não pudesse suportar

Saí ileso. Levantei. Comecei a andar.

Do susto me refiz e também das emoções.

- O -

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