sexta-feira, 10 de julho de 2009

A MORTE DE IONE

A MORTE DE IONE

Cinqüenta e cinco anos de casados.
Uma longa vida em comum.
Coitadinha da Ione.
Não pude conter as lágrimas.
Meu coração está compungido.
A notícia da morte é muito triste.
A gente sofre um verdadeiro tranco.
A dor é muito profunda.
Vejo-a no caixão imóvel. Com a face tranqüila.
Parece que está dormindo.
Não fala, não ouve, não responde.
O seu semblante é tão calmo, que a vi mexer as pálpebras.
Mas a realidade é muito cruel.
Vejo-a em todos os lugares.
As suas coisas se parecem com ela.
O meu consolo é a sua inabalável fé em Deus.
Ela estava pronta para a viagem final.
È por isso que me sinto conformado.
Mesmo porque, desse cálice ninguém deixará de beber.
E quando ele nos for apresentado, a minha esperança é encontrá-la,
Nas alturas celestiais, na glória de Deus.


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Santa Clara, junho de 2003

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