O MARIMBONDO
Numa das belas manhãs ensolaradas,
Límpidas, alcandoradas,
Decidimos fazer umas andanças.
A sugestão foi uma caminhada,
Que faríamos numa cavalgada.
Para alegrar nossas crianças.
Ione, o Dourado montaria.
Na garupa, a Carol levaria.
A Aquarela já estava preparada.
E o Klebinho? Bem, em princípio,
Daria um repasso no Município.
Eu, na égua, faria a largada.
Pela estrada interna, de terra,
Partimos rumo ao alto da serra.
Ione, na frente, puxava a fila,
Começamos, então, a subida,
Passo a passo, sem corrida.
Pura alegria dos tenros anos da Bila.
Logo no começo da jornada,
Um tatu assustou a criançada.
Apareceu, saído da toca.
Ao surgir de supetão,
Na frente do pelotão.
Sumindo na barroca.
A nossa marcha continuou.
Uma grande ave pousou
Na ponta de um mourão.
Ela pressentia uma caça.
Repasto bom, até à carcaça.
Era de um belo porte o gavião.
A Carol estava com fome.
O Bilo, nem sabia seu nome,
De tanta sede, via até miragem.
Estávamos da subida, na metade.
Paramos, para saciar a vontade.
Forrar o estômago e admirar a paisagem
Retomada a marcha ecológica,
Satisfeita a vontade fisiológica,
Chegamos ao topo. Que alegria!
Debaixo das linhas de transmissão,
De Furnas, com energia em profusão,
Para girar, de São Paulo, a economia.
Desse privilegiado lugar.
A Natureza é bela, sem par!
Ampla visão se descortina.
As crianças ficaram maravilhadas.
Viram a Fazenda e as encruzilhadas.
E acharam a nossa casa pequenina.
Chegou o momento de voltar.
Formamos a fila para caminhar.
Uma coruja as crianças avistaram
Circunspecta, na porta da toca,
Seu predileto lugar para a choca.
Incidente que elas mais gostaram.
Na descida da serra há um atalho,
Usado pelo pessoal, ao final do trabalho.
Encurta o caminho, mas é pirambeira.
Com todo o cuidado a descida começou.
Quase lá em baixo, o burrinho disparou.
Galopei e consegui entrar na dianteira.
A Catol ia escorregando para o chão,
Amparada por Ione, desesperada, pela mão.
O Dourado parou. Mas estava inquieto.
Felizmente, tudo não passou de um susto.
O burrinho esbarrara num arbusto,
E foi picado por um marimbondo, abjeto.
Depois daquela apertura,
De nossa verdadeira aventura,
Da feliz excursão matutina,
Chegamos sãos e salvos ao portão,
Da Fazenda Santa Clara, o terreirão.
Para festejar a excursão campesina.
Estava terminada a correria.
Agora era deixar a montaria.
E se preparar para almoçar,
Com a vontade se predispondo.
Mas o assunto era o marimbondo,
Dele que as crianças queriam falar.
- O -
Numa das belas manhãs ensolaradas,
Límpidas, alcandoradas,
Decidimos fazer umas andanças.
A sugestão foi uma caminhada,
Que faríamos numa cavalgada.
Para alegrar nossas crianças.
Ione, o Dourado montaria.
Na garupa, a Carol levaria.
A Aquarela já estava preparada.
E o Klebinho? Bem, em princípio,
Daria um repasso no Município.
Eu, na égua, faria a largada.
Pela estrada interna, de terra,
Partimos rumo ao alto da serra.
Ione, na frente, puxava a fila,
Começamos, então, a subida,
Passo a passo, sem corrida.
Pura alegria dos tenros anos da Bila.
Logo no começo da jornada,
Um tatu assustou a criançada.
Apareceu, saído da toca.
Ao surgir de supetão,
Na frente do pelotão.
Sumindo na barroca.
A nossa marcha continuou.
Uma grande ave pousou
Na ponta de um mourão.
Ela pressentia uma caça.
Repasto bom, até à carcaça.
Era de um belo porte o gavião.
A Carol estava com fome.
O Bilo, nem sabia seu nome,
De tanta sede, via até miragem.
Estávamos da subida, na metade.
Paramos, para saciar a vontade.
Forrar o estômago e admirar a paisagem
Retomada a marcha ecológica,
Satisfeita a vontade fisiológica,
Chegamos ao topo. Que alegria!
Debaixo das linhas de transmissão,
De Furnas, com energia em profusão,
Para girar, de São Paulo, a economia.
Desse privilegiado lugar.
A Natureza é bela, sem par!
Ampla visão se descortina.
As crianças ficaram maravilhadas.
Viram a Fazenda e as encruzilhadas.
E acharam a nossa casa pequenina.
Chegou o momento de voltar.
Formamos a fila para caminhar.
Uma coruja as crianças avistaram
Circunspecta, na porta da toca,
Seu predileto lugar para a choca.
Incidente que elas mais gostaram.
Na descida da serra há um atalho,
Usado pelo pessoal, ao final do trabalho.
Encurta o caminho, mas é pirambeira.
Com todo o cuidado a descida começou.
Quase lá em baixo, o burrinho disparou.
Galopei e consegui entrar na dianteira.
A Catol ia escorregando para o chão,
Amparada por Ione, desesperada, pela mão.
O Dourado parou. Mas estava inquieto.
Felizmente, tudo não passou de um susto.
O burrinho esbarrara num arbusto,
E foi picado por um marimbondo, abjeto.
Depois daquela apertura,
De nossa verdadeira aventura,
Da feliz excursão matutina,
Chegamos sãos e salvos ao portão,
Da Fazenda Santa Clara, o terreirão.
Para festejar a excursão campesina.
Estava terminada a correria.
Agora era deixar a montaria.
E se preparar para almoçar,
Com a vontade se predispondo.
Mas o assunto era o marimbondo,
Dele que as crianças queriam falar.
- O -
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