Despertado pela gritaria das crianças,
naquele longínquo domingo, depois do almoço,
ainda meio zonzo daquele alvoroço,
cheguei á janela do quarto.
A de frente para o pomar.
Em pleno verão na Santa Clara.
Olhei para baixo e vi
uma imagem linda e rara.
Sob o zimbro do aramado do maracujá,
vi uma rolinha os seus ovinhos aninhar.
Voltei-me e fui para a outra janela.
A que dá para a piscina, para uma espiadela.
Vi as crianças nos seus folguedos.
No corre-corre, gritando, nos seus brinquedos.
A marronzinha, determinada,
na choca de onze dias, seus ovinhos a esquentar.
As crianças, nos folguedos sem parar.
A rolinha, pelo instinto maternal,
Contribuindo para a raça perpetuar.
As crianças, nessa idade de inocência angelical.

Francisco Mello Siqueira
Santos, 15 de Dezembro de 2010

2 comentários:
Realmente a visão dos jardins, pomares e piscina, a partir da janela do meu antigo quarto era muito linda, como descrita nesse belo poema.
Saudades!
QUERIDO PAI,
BONS TEMPOS...
COCHILOS,AS CRIANÇAS QUE HOJE
SÃO MOÇOS...
SAUDADES DE MUITOS CONTRATES QUE
ALI HAVIA E QUE NEM SEMPRE OBSERVÁVAMOS COM RIQUEZA DE DETALHES,COMOP AQUI É DESCRITO POR
SUAS PALAVRAS...
GRANDE BEIJO
SUA FILHA, KEILA
jACUTINGA 27 DE DEZEMBRO DE 2010
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