sexta-feira, 19 de junho de 2009

O TREM DE FERRO


O TREM DE FERRO

Depois da semanal estafante viagem,
E agradecidos à Esther pela nossa hospedagem,
Concluída, da casa da Fazenda, a reforma.
Pela primeira vez, naquele momento,
Eu e Ione dormíamos no nosso novo aposento,
Estreando-o em profunda madorna.

Mas fomos acordados por um ensurdecedor barulho.
Estrondos. E de motor acelerado, o característico bulho.
Perto da meia noite. Coisa nunca vista no pedaço.
Abri a janela. Enorme composição ferroviária,
Encravada, por falta de força tracionaria.
Provocava todo aquele estardalhaço;

Sapucaí era o fim da linha Sul Mineira, da Estrada.
Que cruzava a Santa Clara pela baixada.
No sentido cidade, havia uma suave subida.
Vagões demais para uma máquina fraca,
Era a responsável por aquela urucubaca.
O maquinista dava ré e acelerava tudo na corrida.

Saia fogo dos trilhos, na derrapagem.
Faíscas, estrelinhas em chamas, na noturna paisagem.
Repetidas vezes assistimos ao espetáculo.
Até que, num forte embalo, o trem conseguiu subir.
E lá se foi a composição na estrada sumir.
Perdemos o sono. Mas vimos, vencido, o obstáculo.

- O -












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