Na minha época de estudante,
Em Itajubá, cidade que me encantava,
Conheci um rio que por ela atravessava,
Do qual na minha vida foi participante.
Não quero falar da sua história.
Mas apenas do relacionamento
Que mantive com ele, naquele momento,
Que fez parte de minha trajetória.
Mais de uma vez, após uma chuva de verão,
Fomos pescar de tromombó. Interessante pescaria!
Que demonstra uma popular sabedoria.
O resultado é tão grande, é peixe de montão.
Estaciona-se a canoa próxima à margem.
Um pescador na popa e outro na proa, sem anzol.
Em pés, estendendo um lençol,
Ao baterem os pés, os peixes saltam e caem em profusão.
Foi nesse rio que aprendi a remar.
Primeiramente a usar o varejão,
Conduzir canoa com vara grande, varão.
Em pé, exige destreza e muito equilibrar.
Tive a oportunidade de o remo praticar.
Um esporte deveras cativante.
Iole era o tipo do barco flutuante,
Com dois remos para um só remador,
Equipado dos petrechos necessários ao amador.
Para o esporte não ser extenuante.
Nesse rio fui treinado para ser guerreiro.
Na Segunda Grande Guerra fui convocado.
Durante quase um ano servi como soldado,
Ao valoroso Exercito Brasileiro.
Depois, para o NPOR fui transferido,
Sempre alocado no 1º Batalhão de Pontoneiros.
Para montar pontes, como serviços rotineiros,
Tentando ultrapassar o melhor tempo conseguido.
Não participei de combate. Não me queixo.
Não estive no “front”, na Itália.
Dessa histórica represália,
Que a FEB infligiu aos países do Eixo.
No Brasil fiquei em treinamento.
E diariamente convivi
Com esse famoso Rio Sapucaí,
Que fez parte do meu aperfeiçoamento.

Francisco Mello Siqueira
Santos, 9 de Outubro de 2011



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